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A importância das proteínas na alimentação do bebê

As proteínas são um dos grupos alimentares que devem ser oferecidos ao bebê a partir dos 6 meses de idade, no início da introdução alimentar. Elas são responsáveis por estruturar, fortalecer e possibilitar o crescimento dos ossos, músculos e tecidos, em especial durante a infância, período em que o ser humano está, literalmente, em construção.

Esse grupo de macronutrientes também está relacionado ao sistema imunológico, portanto, sua ausência, além de comprometer o bom desenvolvimento infantil, pode resultar em problemas de saúde.

Quando pensamos em proteínas, inevitavelmente nos vem à mente as carnes, mais especificamente, a vermelha. O que é natural, afinal, esse grupo é composto predominantemente por elas. Mas é preciso ter em mente que as opções devem ser variadas: vermelha, frango, peixe, porco e o ovo, que apesar de não ser carne, também é fonte de proteína animal.

Esse grupo alimentar costuma gerar dúvidas sobre quais alimentos podem ser servidos ao bebê e como eles devem ser preparados. Por isso, selecionamos informações valiosas da @nutri.infantil que vão facilitar o dia a dia da família.

Carnes e ovos sim

Não existem restrições para carnes e ovos a partir de 6 meses de idade, a recomendação diária para bebês de 6 a 24 meses são duas porções. A quantidade aproximada de cada porção é de duas colheres de sopa para carnes e uma unidade de ovo.

 

É comum, ainda nos dias de hoje, ouvirmos relatos de mães que não introduziram ovo ao bebê, ou então, que servem apenas a clara ou gema. Há ainda aqueles que cozinham a carne com os demais alimentos apenas para dar sabor, mas não a oferecem nas refeições. Já se sabe que isso não é recomendado, a orientação é que assim que a criança começar com a refeição principal (almoço ou jantar) a proteína animal esteja presente no pratinho, tanto o ovo completo quanto a carne bovina, peixe e aves.

O ovo está mais que liberado durante a introdução alimentar. Além de ser gostoso, é fácil de oferecer e uma ótima fonte de proteína, vitaminas e minerais. Existem vários jeitos de prepará-lo. Se você tem medo de alguma reação alérgica, saiba que quanto antes oferecer, melhor.

Os pais vegetarianos, que desejam seguir a mesma alimentação com os filhos, necessitam submetê-los à avaliação profissional para checar a necessidade de suprir algumas carências alimentares.

Meu bebê ainda não tem dentes, posso dar carne mesmo assim?

Não se preocupe se o seu bebê ainda não tem dentinhos. A carne pode ser oferecida mesmo assim, pois está no grupo dos alimentos necessários. Dê preferência aos cortes mais macios. As carnes devem ser sempre bem cozidas, desfiadas ou cortadas em pedaços pequenos.

Peixes e carne suína

Os peixes também estão liberados. A recomendação da Sociedade Brasileira de Pediatria é que o peixe faça parte da alimentação do bebê desde os 6 meses. Filé de tilápia e salmão são ótimas opções. Aliás, o peixe é rico em Ômega 3, ideal para o bom desenvolvimento infantil.

Carne de porco: a proteína é fundamental na alimentação do bebê e a carne de porco está liberada também. Ela tem a mesma orientação das demais carnes: nunca ofereça crua ou malpassada, sempre bem cozida.

O que não é recomendado?

Carnes cruas: antes dos 2 anos, não ofereça carnes cruas, pois pode causar intoxicação alimentar e contaminação. A carne deve ser oferecida sempre bem passada desde o início da introdução alimentar.

Frutos do mar: assim como a carne crua, não devem ser oferecidos antes dos 2 anos, mesmo que bem cozidos. Existe o risco de intoxicação e contaminação.

Para preparar qualquer alimento na introdução alimentar, é recomendado o uso de temperos naturais como salsinha, cebolinha, orégano, coentro, manjericão, alho e cebola. Eles realçam o sabor dos alimentos e podem ser usados desde o início da alimentação. O sal não é indicado para menores de 1 ano, o sódio presente nos próprios alimentos é suficiente para suprir as necessidades do bebê.

Com a colaboração de Camila Garcia (CRN 34782)

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